A Casa Digital
Símbolo, linguagem e este site ficaram operacionais. Existe agora um endereço para onde apontar quando alguém pergunta o que é a AllOne.
Cada pessoa pertence. E cuidar de alguém não é um serviço nem um favor — é o que se faz por quem é nosso.
Imagina
AllOne
A distância entre as duas realidades é exatamente o desafio que este projeto pretende transformar.
Na imagem de onde parti, existiam três aldeias em Portugal: uma a norte, uma no centro e outra a sul. Lugares no meio da natureza, com casas modulares de diferentes tipologias, acrescentadas à medida que cada comunidade cresce.
À sua volta, os espaços, as infraestruturas e os serviços necessários para que uma pessoa possa ali viver todas as etapas da sua vida — incluindo aquelas em que o corpo começa a pedir mais cuidado.
É uma imagem, não é um plano. Ainda não há terreno, projeto de arquitetura ou orçamento. Mas foi esta imagem que pôs a AllOne em marcha e continua a indicar uma direção — mesmo que aquilo que venha a nascer seja mais pequeno, diferente ou surja noutro lugar.
Passamos a vida a tentar resolver a falta de dinheiro, de tempo, de espaço — e esquecemos a falta que pesa mais: a de ter a quem pertencer. É por aí que a AllOne começa, hoje, muito antes de haver qualquer terreno.
O que sustenta essa prática são três coisas simples, e é delas que fala o resto desta página. As aldeias, se um dia existirem, serão a consequência dessa prática — nunca a condição para ela começar.
Relações e espaços onde cada pessoa se sente vista, escutada e necessária — não tolerada.
Organizar a vida de forma a que cuidar dos outros deixe de ser exceção e passe a ser cultura.
Todos podem receber, oferecer, ensinar, aprender e participar de acordo com as suas possibilidades.
Estes são os pontos que não estão em negociação. Tudo o resto — a forma jurídica, o lugar, o ritmo — será desenhado à medida que mais pessoas se forem juntando.
Olá! Sou o Celestino João Barata. Nasci em 1971 no concelho de Oeiras, que pertence ao distrito de Lisboa, e vivo atualmente no distrito de Setúbal.
Passei toda a minha vida profissional na área das tecnologias de informação. Digo isto primeiro porque torna mais evidente a contradição do que se segue: durante décadas, ajudei a construir infraestruturas de comunicação destinadas a ligar pessoas, sistemas e aplicações. Ao mesmo tempo, fui vendo cada vez mais pessoas à minha volta viverem sozinhas — sem sentido de pertença e, muitas vezes, sem um lugar onde possam viver com dignidade e ser, simplesmente, quem são.
Demorei a perceber que aquilo que mais nos falta não é tecnologia nem conhecimento. É a consciência de que pertencemos uns aos outros.
A AllOne nasce daí. Estou disposto a dar-lhe o meu tempo, a minha energia e uma parte séria do que me resta de vida, sem saber ao certo onde este caminho vai dar. Faço-o porque acredito que cuidar de uma pessoa concreta já muda alguma coisa, mesmo quando não muda tudo.
Não há equipa, não há investidores, não há organização por trás deste site — apenas uma pessoa a começar em público, a convidar outras a chegar cedo.
Estou neste momento a desenhar a primeira versão da arquitetura: como podem ser as casas, que espaços de natureza as rodeiam, como se organiza o conjunto e que infraestruturas de apoio fazem falta para ali se viver uma vida inteira.
A ideia de base é modular. Casas de tipologias diferentes, que se acrescentam à medida que as pessoas chegam, em vez de um plano fechado construído de uma vez.
No centro, um pavilhão amplo e polivalente, com salas que podem ser aulas de manhã e oficina, refeitório ou assembleia à tarde.
É a primeira versão de muitas, e serve para pensar, não para construir. Quando estiver pronta, aparece aqui.
As aldeias serão a consequência.AllOne · princípio fundador
A escolha vem primeiro.
Pessoas antes de lugares.
Não vais encontrar aqui um calendário, nem uma lista de próximos passos com datas. Não é modéstia nem estratégia: é que não os tenho.
A AllOne avança por passos que só se tornam visíveis depois de dados. Faço aquilo que consigo fazer sozinho, registo o que aconteceu, e só então decido o seguinte. Quando alguém se junta, o caminho muda — e é suposto mudar.
Por isso não prometo encontros, datas nem etapas. O que existe está no percurso, aqui em baixo, e tudo o que lá está já aconteceu.
Só entra aqui o que já está em marcha. Da primeira etapa até à mais recente — não vais encontrar etapas futuras, porque não sei quais serão nem por que ordem virão.
Os princípios orientadores foram escritos e tornados públicos.
Símbolo, linguagem e um site público onde qualquer pessoa pode acompanhar o processo.
Uma primeira versão do que poderão ser os espaços, as habitações e as infraestruturas. Está a ser feita agora, e será publicada aqui quando existir.
Esta é a única etapa que não posso fazer sozinho. Procuro pessoas dispostas a conversar, a discordar e a construir — não seguidores.
O mais recente primeiro. Cada entrada é uma coisa que aconteceu, nunca uma coisa prometida — incluindo as que não correrem bem. Se um dia isto parar de ser atualizado, saberás que parou.
Símbolo, linguagem e este site ficaram operacionais. Existe agora um endereço para onde apontar quando alguém pergunta o que é a AllOne.
O domínio foi registado no dia seguinte. Foi a primeira decisão irreversível e a primeira despesa.
Três anos depois da pergunta, uma experiência pessoal trouxe uma frase simples que não se foi embora: we are one. A partir daí, deixou de ser uma ideia que eu ia adiando e passou a ser uma questão de por onde começar.
Onde vão viver as pessoas que chegam ao fim da vida de trabalho e não querem acabar sozinhas, nem num lar? Não encontrei nenhuma resposta que me servisse. Comecei a imaginar uma — e percebi depressa que uma aldeia só para os mais velhos seria repetir o mesmo isolamento com melhores vistas.
Prefiro dizer isto agora do que deixar alguém descobrir mais tarde. Serão respondidas com quem cá estiver.
Não. Hoje a AllOne é apenas uma visão, esta “Casa Digital” e as primeiras ações em curso.
Não. Nesta fase não há qualquer pedido de dinheiro, quotas, donativos ou investimento. Se um dia existir um modelo financeiro, será apresentado por escrito e discutido com quem cá estiver antes de qualquer compromisso de alguém.
Ainda não está decidido, e não há nenhuma diligência em curso. Quando chegar a altura, a escolha será feita com quem cá estiver, ponderando água, solo, acessos, relação com as comunidades locais existentes e enquadramento legal. Portugal é o ponto de partida.
Ainda não. A forma jurídica está por definir e será decidida em função das necessidades reais do projeto, de quem se for juntando e do modelo de sustentabilidade. Associação, cooperativa e outras figuras estão todas em cima da mesa.
Hoje não existem recursos financeiros a gerir: as únicas despesas são o domínio e o alojamento, pagos por quem iniciou o projeto. Quando houver dinheiro envolvido, a intenção é que seja integralmente aplicado na missão — sem despesas escondidas, e resposta honesta a quem perguntar onde vai o dinheiro.
Nenhum compromisso formal. Nesta fase pede-se apenas disponibilidade para trocar mensagens e dizer honestamente o que pensa — incluindo quando discorda.
Não. Muitas pessoas vão querer contribuir sem viver na comunidade, e isso é legítimo e necessário. A vida partilhada será uma opção, nunca uma condição de participação.
Neste momento, quem iniciou o projeto — porque não há mais ninguém. À medida que outras pessoas se forem juntando, as regras de decisão passarão a ser escritas e partilhadas.
Não. A AllOne nasce de uma experiência pessoal de unidade, e está escrito no percurso, nesta página. Mas não existe doutrina, líder espiritual, prática obrigatória nem exigência de crença. Pessoas religiosas, agnósticas e ateias são igualmente bem-vindas, desde que tratem as convicções das outras pessoas com respeito.
Não precisas de ter respostas nem de saber o que podes oferecer. Basta dizer quem és e o que te tocou.
Preferes escrever diretamente?
info@allone.pt